Longe da multidão​

Prefiro destinos autênticos e tranquilos, longe de multidões, onde ainda se sente a essência do lugar e a fotografia ganha vida.

Prefiro destinos autênticos e tranquilos, longe de multidões, onde ainda se sente a essência do lugar e a fotografia ganha vida. Tenho cada vez menos interesse em visitar lugares massificados e as grandes capitais fazem parte desse conjunto. Saber que estarei entre magotes de turistas é algo que me desconcerta, seja o destino em ambiente urbano ou de natureza.
Ocupando um papel cada vez mais importante na minha vida está a fotografia e, para já, não encontro motivos de interesse em multidões. As caras parecem-me indistintas e as massas de gente representam um peso excessivo em qualquer fotografia. Nada respira. Em contrapartida, quando penso em viagens a locais que, por ainda não estarem tão descobertos, mantêm a sua originalidade, num ápice passo à ação.
Tenho consciência das dificuldades que estas preferências representam: o trabalho acrescido na procura desses destinos, o risco da viagem a locais menos documentados e a pouca, ou muitas vezes nenhuma, identificação social por desconhecimento do que se fala. Contudo, nos locais menos conhecidos, sou atacado pela ânsia de ir fotografar; consigo focar um ponto de interesse de cada vez, falar com pessoas e as histórias acontecem.
Mas há algo que me faz pensar e para o qual ainda não tenho resposta: serão esses locais muito conhecidos que, de uma forma absoluta, já não me interessam, ou será que ainda não sei como os apreciar ou fotografar?

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